De las influencias médico-higienistas en la educación a la patologización de la infancia: un ensayo sobre el contexto brasileño desde la psicología histórico-cultural
Resumen
Este ensayo teórico discute el proceso de medicalización de la educación en el contexto brasileño, analizando las raíces históricas del higienismo y sus desdoblamientos en la contemporánea patologización de la infancia. La relevancia de esta discusión reside en develar los mecanismos de control social ocultos bajo la apariencia de neutralidad científica. El objetivo es comprender cómo los ideales médico-higienistas influyeron en las prácticas escolares al transformar cuestiones pedagógicas, políticas y sociales en problemas biológicos individuales. El texto describe el surgimiento de nuevos trastornos, específicamente el Trastorno por Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH), y problematiza el crecimiento exponencial del uso de psicofármacos. Desde la Psicología Histórico-Cultural, se cuestiona la utilización de instrumentos diagnósticos y pruebas estandarizadas que desconsideran las desigualdades de clase y raza. Finalmente, se defiende la superación de la lógica organicista en favor de una actuación crítica de psicólogos y educadores, orientada a la comprensión del sujeto como ser histórico y al fortalecimiento de la escuela como espacio de socialización del saber.
Palabras clave
Texto completo:
PDFReferencias
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (2025). Alerta GGMON nº 10/2025: Risco de transtorno obsessivo-compulsivo relacionado ao uso de metilfenidato e lisdexanfetamina. ANVISA.
American Psychiatric Association. (1994). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (4.ª ed.). American Psychiatric Association.
American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5.ª ed.). American Psychiatric Association.
American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5.ª ed., texto rev.; DSM-5-TR). American Psychiatric Association.
Antunes, M. A. M. (2003). Psicologia e educação no Brasil: Um olhar histórico-crítico. En M. E. Meira y M. A. Antunes (Coords.), Psicologia escolar: teorias críticas (pp. 139–169). Casa do Psicólogo.
Asbahr, F. S. F. (2014). Crianças desatentas ou práticas pedagógicas sem sentido? Relações entre motivo, sentido pessoal e atenção. Nuances: estudos sobre Educação, 25(1), 97-115. https://doi.org/10.14572/nuances.v25i1.2735
Bósi, E. (1984). A psicologia entre fogos cruzados. En M. H. S. Patto, Psicologia e ideologia: uma introdução crítica à psicologia escolar (pp. 11–13). T. A. Queiroz.
Campione, J. C. (2002). Avaliação assistida: Uma taxonomia das abordagens e um esboço de seus pontos fortes e fracos. En D. Harry (Ed.), Uma introdução a Vygotsky (pp. 255–292). Loyola.
Collares, C. A. L., y Moysés, M. A. A. (1985). Educação ou saúde? Educação x saúde? Educação e saúde. Cadernos Cedes, (15), 7–16.
Collares, C. A. L., y Moysés, M. A. A. (1994). A transformação do espaço pedagógico em espaço clínico (a patologização da educação). (Série Ideias, N.º 23, pp. 25–31). FDE.
Collares, C. A. L., y Moysés, M. A. A. (1996). Preconceitos no cotidiano escolar: ensino e medicalização. Cortez; Unicamp.
Collares, C. A. L., y Moysés, M. A. A. (1997). Respeitar ou submeter: A avaliação de inteligência em crianças de idade escolar. En A. M. Machado et al. (Coords.), Educação especial em debate (pp. 117–136). Casa do Psicólogo.
Collares, C. A. L., y Moysés, M. A. A. (2010). Dislexia e TDAH: Uma análise a partir da ciência médica. En Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (Coord.), Medicalização de crianças e adolescentes: conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças de indivíduos (pp. 71–110). Casa do Psicólogo.
Eidt, N. M. (2009). O desenvolvimento cultural da atenção: Contribuições para a superação do processo de medicalização da infância. En Anais do 15º Encontro Nacional da ABRAPSO. ABRAPSO.
Eidt, N. M., y Tuleski, S. C. (2007). Discutindo a medicalização brutal em uma sociedade hiperativa. En M. E. M. Meira y M. G. Facci (Coords.), Psicologia histórico-cultural: contribuições para o encontro entre subjetividade e educação (pp. 221–248). Casa do Psicólogo.
Eidt, N. M., y Tuleski, S. C. (2010). Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e psicologia histórico-cultural. Cadernos de Pesquisa, 40(139), 121–146. https://doi.org/10.1590/S0100-15742010000100007
Facci, M. G. D. (2004). A periodização do desenvolvimento psicológico individual na perspectiva de Leontiev, Elkonin e Vigotski. Cadernos Cedes, 24(62), 64-81. https://doi.org/10.1590/S0101-32622004000100005
Facci, M. G., Eidt, N. M., y Tuleski, S. C. (2006). Contribuições da teoria histórico-cultural para o processo de avaliação psicoeducacional. Psicologia USP, 17(1), 99-124. https://doi.org/10.1590/S0103-65642006000100008
Guarido, R. L. (2008). “O que não tem remédio, remediado está”: medicalização da vida e algumas implicações da presença do saber médico na educação (Tesis de maestría). Universidade de São Paulo.
https://doi.org/10.11606/D.48.2008.tde-16062008-140514
Leontiev, A. N. (2021). Atividade, consciência e personalidade. Mireveja Editora.
Lopes, J. A. L. (1998). Distúrbio hiperactivo de défice de atenção em contexto da sala de aula: a incerta existência de um problema de desenvolvimento da infância e adolescência (Tesis de doctorado). Universidade do Minho. https://rep-dspace.uminho.pt/entities/publication/1a689f71-4b45-46cc-8bdb-dfb60be5c11a
Luengo, F. C. (2010). A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância. Cultura Acadêmica.
Luria, A. R. (1979). Curso de psicologia geral (Vol. 1). Civilização Brasileira.
Martins, J. S. (1978). Sobre o modo capitalista de pensar. Hucitec.
Meira, M. E. (2003). Construindo uma concepção crítica de psicologia escolar: Contribuições da pedagogia histórico-crítica e da psicologia sócio-histórica. En M. E. Meira y M. A. M; Antunes (Coords.), Psicologia escolar: teorias críticas (pp. 13–79). Casa do Psicólogo.
Meira, M. E. (2012). Por uma crítica da medicalização da educação. Psicologia Escolar e Educacional, 16(1), 135–142. https://doi.org/10.1590/S1413-85572012000100014
Meira, M. E. M. (2000). Psicologia escolar: pensamento crítico e práticas profissionais. En. E. R. Tanamachi, M. P. R. Souza y M. L. Rocha (Coords.), Psicologia e educação: desafios teórico-práticos (pp. 35–71). Casa do Psicólogo.
Moysés, M. A. A. (2010). Dislexia existe? Questionamentos a partir de estudos científicos. En Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (Coord.), Dislexia: subsídios para políticas públicas (Caderno temático N.º 8, pp. 11–23). CRPSP.
Moysés, M. A. A., y Collares, C. A. L. (1997). Inteligência abstraída, crianças silenciadas: As avaliações de inteligência. Psicologia USP, 8(1), 63–89. https://doi.org/10.1590/S0103-65641997000100005
Organização Mundial da Saúde. (2008). Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-10). OMS.
Organização Mundial da Saúde. (2022). Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-11). OMS.
Patto, M. H. S. (1990). A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. T. A. Queiroz.
Patto, M. H. S. (1995). Laudos psicológicos: Notas para uma reflexão. Jornal do Conselho Regional de Psicologia – 6ª Região, (91), 16.
Patto, M. H. S. (2009). De gestores e cães de guarda: Sobre psicologia e violência. Temas em Psicologia, 17(2), 405–415. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v17n2/v17n2a12.pdf
Rocha, H. H. P. (2003). Educação escolar e higienização da infância. Cadernos Cedes, 23(59), 39–56. https://www.scielo.br/j/ccedes/a/PWPzQC9cnBqfZsGPWzn8hJR/?format=pdf〈=pt
Schwarcz, L. M. (1993). O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870–1930). Companhia das Letras.
Souza, M. P. R. (1997). A queixa escolar e o predomínio de uma visão de mundo. Em A. M. Machado y M. P. R. Souza (Coords.), Psicologia escolar: em busca de novos rumos (pp. 19–37). Casa do Psicólogo.
Santos, C. C. P. (2015). Medicalização da educação: sentidos de professoras e de uma psicóloga que atua na área educacional (Tesis de maestría). Universidade Federal de São Carlos.
Santos, C. C. P. y Sant'Ana, I. M. (2016). Educação, medicalização e desenvolvimento humano: uma leitura a partir da teoria histórico-cultural. Crítica Educativa, 2(2), 248-264. https://doi.org/10.22476/revcted.v2i2.83
Vigotski, L. S. (2001). A construção do pensamento e da linguagem. Martins Fontes.
Wanderbroock Jr., D. (2009). A educação sob medida: os testes psicológicos e o higienismo no Brasil (1914–1945). EdUEM.

Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional.
![]() |
ISSN 1853-1318 (impresa) - ISSN 1853-1326 (en línea)
|
| Indizada en: | |
![]() | CCPP Catálogo Colectivo de Publicaciones Periódicas http://ccpp.caicyt.gov.ar/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=149451 |
![]() | Núcleo Básico de Revistas Científicas Argentinas, Caicyt http://www.caicyt-conicet.gov.ar/sitio/revista-de-educacion/ |
![]() | Google académico (en proceso de actualización) |
![]() | Latindex https://www.latindex.org/latindex/ficha/14316 |
![]() | Redib http://redib.org/Record/oai_revista1003-revista-de-educaci%C3%B3n |
![]() | REUN https://www.reun.com.ar/ |
![]() | DOAJ Link/ |
![]() | Capes Qualis Link/ |
![]() | Journals for Free Link/ |
![]() | Latinoamericana (Asociación de Revistas Académicas de Humanidades y Ciencias Sociales) Link/ |
![]() | ERIH PLUS (European Reference Index for the Humanities and Social Sciences) Link/ |
![]() | ROAD (Directory of Open Acces Scholarly Resources) Link/ |
| Directory of Research Journals Indexing (DRJI) Link/ |
![]() | LatinRev Link/ |
| Esta revista utiliza el Identificador Persistente | |
|
.png)













