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Revista de Educación - Año de inicio: 2010 - Periodicidad: 3 por año
https://fh.mdp.edu.ar/revistas/index.php/r_educ - ISSN 1853-1318 (impresa) - ISSN 1853-1326 (en línea)

De las influencias médico-higienistas en la educación a la patologización de la infancia: un ensayo sobre el contexto brasileño desde la psicología histórico-cultural

Caio Cesar Portella Santos, Caroline Cusinato

Resumen


Este ensayo teórico discute el proceso de medicalización de la educación en el contexto brasileño, analizando las raíces históricas del higienismo y sus desdoblamientos en la contemporánea patologización de la infancia. La relevancia de esta discusión reside en develar los mecanismos de control social ocultos bajo la apariencia de neutralidad científica. El objetivo es comprender cómo los ideales médico-higienistas influyeron en las prácticas escolares al transformar cuestiones pedagógicas, políticas y sociales en problemas biológicos individuales. El texto describe el surgimiento de nuevos trastornos, específicamente el Trastorno por Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH), y problematiza el crecimiento exponencial del uso de psicofármacos. Desde la Psicología Histórico-Cultural, se cuestiona la utilización de instrumentos diagnósticos y pruebas estandarizadas que desconsideran las desigualdades de clase y raza. Finalmente, se defiende la superación de la lógica organicista en favor de una actuación crítica de psicólogos y educadores, orientada a la comprensión del sujeto como ser histórico y al fortalecimiento de la escuela como espacio de socialización del saber.


Palabras clave


medicalización de la educación; psicología histórico-cultural; higienismo

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